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4530-7/04 Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores

A CNAE 4530-7/04 pode ser MEI? #

✅ Sim, pode. A CNAE 4530-7/04 – Comércio a varejo de peças e acessórios usados para veículos automotores está entre as permitidas ao MEI, conforme o Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018.

📌 Confirme a ocupação exata no Portal do Empreendedor antes de formalizar — o cadastro do MEI é por ocupação.

💰 Quanto custa por mês: por ser atividade de comércio, o DAS do MEI reúne 5% do salário mínimo (INSS) + R$ 1,00 de ICMS. É valor fixo mensal.

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Tributação no Simples Nacional #

📊 Anexo: Anexo I (comércio)
📉 Alíquota: De 4% a 19%, conforme a receita bruta anual. O Fator-R não se aplica.

⚠️ Inscrição Estadual é obrigatória.


⚠️ Peça usada tem regra de ICMS diferente da peça nova #

Esta é a distinção central da subclasse, e ela muda a conta.

🔹 Na peça nova (4530-7/03), o grande tema é a substituição tributária: o ICMS já veio recolhido do fabricante, e basta marcar corretamente no PGDAS-D.

🔹 Na peça usada, a mercadoria normalmente vem de pessoa física ou de veículo sinistrado, sem ICMS destacado na entrada e sem substituição tributária. O tratamento passa a depender da legislação estadual, e vários estados preveem redução de base de cálculo para operações com bens usados.

📌 Na prática, a loja de peças usadas não se beneficia da ST como a de peças novas — mas também não arca com ela na compra. A conta é outra, e exige verificação da regra do seu estado.

💡 Controle de origem é essencial. Peça usada sem documentação de entrada é estoque sem lastro — problema fiscal e, dependendo do caso, muito mais que isso.


🚨 Desmanche: a atividade exige autorização específica #

Este é o ponto mais importante desta página, e ele não é tributário.

A Lei nº 12.977/2014 regulamenta a atividade de desmontagem de veículos e a comercialização de peças usadas. Entre as exigências:

🔹 Registro e autorização prévia junto ao órgão executivo de trânsito do estado para empresas que desmontam veículos.

🔹 Controle de origem de cada peça, com registro do veículo de procedência.

🔹 Vedação à comercialização de peças de veículo sem baixa regular ou de origem não comprovada.

⚠️ Comercializar peça usada sem o controle exigido não é apenas irregularidade administrativa — pode caracterizar receptação, com consequência criminal. É de longe o maior risco desta CNAE, e ele está completamente fora do campo fiscal.

📌 A loja que apenas revende peças usadas de origem lícita, sem desmontar veículos, tem exigência menor — mas a documentação de entrada continua sendo indispensável.


O que você pode fazer com essa CNAE? #

✔️ Segundo o IBGE, esta subclasse compreende o comércio varejista de peças e acessórios usados para veículos automotores.

Na prática, isso abrange:

  • Peças mecânicas e elétricas usadas
  • Lataria e componentes de carroceria usados
  • Motores e câmbios usados
  • Faróis, lanternas e vidros usados
  • Acessórios e componentes de reposição recuperados

O que você NÃO pode fazer com essa CNAE? #

❌ Esta subclasse não compreende:

⚠️ Atenção ao pneu usado: ele não fica aqui. Pneus e câmaras, novos e usados, estão todos na 4530-7/05 — e lá valem o monofásico e a substituição tributária.


O que são Descritores? #

Os Descritores são os termos que o IBGE associa a cada CNAE, usados para identificar a atividade no cadastro.

📌 Descritor oficial da CNAE 4530-7/04:

  • Peças e acessórios usados para veículos automotores — comércio varejista

💼 Trabalha com peças usadas?
A Carmelitas Contabilidade cuida da abertura do CNPJ, da Inscrição Estadual e do enquadramento — com atenção ao controle de origem exigido pela Lei nº 12.977/2014, que neste setor é o que separa a operação regular da irregular. ⚙️💙

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