O setor de serviços brasileiro encerrou julho de 2026 sem variação em relação a junho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da estabilidade na comparação mensal, o segmento mantém resultado positivo no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.
De janeiro a julho, o volume de serviços cresceu 1,9%. Já no acumulado de 12 meses, a alta chegou a 2,4%. O resultado, porém, mostra perda de ritmo em relação ao indicador de junho, quando o avanço acumulado em 12 meses era de 2,6%.
Serviços seguem próximos do maior nível da série histórica
Mesmo com a estabilidade registrada em julho, o setor continua operando em patamar elevado. De acordo com os dados divulgados, o volume de serviços ficou apenas 0,2% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Na comparação com julho de 2025, houve crescimento de 0,9%. O desempenho reforça a importância do setor terciário para a economia brasileira, especialmente por reunir atividades que têm grande peso na geração de empregos e no faturamento das empresas.
Quatro de cinco atividades cresceram no mês
A estabilidade do indicador geral não significa que todos os segmentos tiveram o mesmo comportamento. Quatro das cinco atividades acompanhadas pelo IBGE registraram avanço entre junho e julho:
- Serviços prestados às famílias: alta de 0,5%;
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: crescimento de 0,6%;
- Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: avanço de 0,4%;
- Outros serviços: aumento de 0,7%.
O único grupo a apresentar retração foi o de informação e comunicação, com queda de 2,5% no mês. Como esse segmento possui peso relevante na pesquisa, o recuo ajudou a neutralizar o crescimento observado nas demais atividades.
Turismo cresce 2,7% em julho
Outro destaque da PMS foi o índice de atividades turísticas. Em julho, o turismo avançou 2,7% na comparação com junho. No acumulado de 12 meses, entretanto, o crescimento ficou em 0,6%.
As atividades turísticas estavam 9,4% acima do nível observado em fevereiro de 2020, período utilizado como referência anterior à pandemia de Covid-19. Ainda assim, o indicador permaneceu 3,8% abaixo do maior patamar da série, registrado em dezembro de 2024.
O levantamento considera atividades como hotéis, agências de viagens, transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e outros negócios diretamente relacionados ao turismo.
O que os números significam para as empresas?
Para empresários e prestadores de serviços, os dados de julho revelam um cenário de atividade ainda elevada, porém com crescimento mais moderado. O setor continua acima dos níveis anteriores à pandemia e próximo de seu recorde histórico, mas a redução do ritmo no acumulado de 12 meses merece atenção.
Em momentos de menor expansão, acompanhar indicadores como faturamento, margem de contribuição, custos fixos, inadimplência e fluxo de caixa se torna ainda mais importante. Empresas que dependem diretamente do consumo das famílias, do turismo, da logística ou da prestação de serviços profissionais podem apresentar comportamentos bastante diferentes mesmo dentro de um cenário geral de estabilidade.
Por isso, a leitura dos indicadores econômicos deve ser combinada com uma análise individual do negócio. Planejamento tributário, controle financeiro e acompanhamento periódico dos resultados ajudam a empresa a identificar rapidamente mudanças na demanda e ajustar suas decisões.
Sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o desempenho de diversas atividades de serviços no país e é uma das principais referências para avaliar a evolução do setor ao longo do tempo. O levantamento contempla 166 tipos de serviços, embora algumas atividades, como os serviços bancários, não façam parte da pesquisa.
Fonte: matéria da Agência Brasil, com dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, divulgados em 10 de setembro de 2026.
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