Se você é sócia de LTDA/SLU e contribui para o INSS por meio do pró-labore, é normal surgir a dúvida: “preciso contribuir por quantos meses para ter direito ao salário-maternidade?” E também: “qual é o teto da contribuição e do benefício?”.
Abaixo, explicamos tudo de forma prática, com exemplos — inclusive para quem ficou um período sem contribuir.
Precisa de “tempo mínimo de contribuição” (carência) para salário-maternidade?
A regra foi modernizada: o INSS regulamentou a isenção de carência para salário-maternidade, inclusive para contribuinte individual (caso típico de sócia que recebe pró-labore), por meio da Instrução Normativa PRES/INSS nº 188/2025. (Imprensa Nacional)
Na prática, o ponto decisivo passa a ser estar com qualidade de segurada no momento do parto (ou adoção/guarda), e não atingir um número mínimo de contribuições.
Importante: apesar da dispensa de carência, o INSS pode analisar se a pessoa está regularmente vinculada e contribuindo, especialmente para contribuinte individual (como sócia com pró-labore), então manter os recolhimentos “redondos” é essencial.
Fiquei um tempo sem contribuir: ainda tenho direito?
Aqui entra o conceito de qualidade de segurada e o período de graça (o “prazo de proteção” após parar de recolher). Em termos práticos:
- Se você parou de contribuir por muito tempo, pode ter perdido a qualidade de segurada e, nesse caso, precisa voltar a contribuir para estar coberta novamente quando ocorrer o parto.
- Se você retomou o pró-labore e os recolhimentos antes do parto, a tendência é estar novamente protegida (desde que os pagamentos estejam em dia).
No seu cenário (parou em 01/2024 e voltou em 02/2026), houve um intervalo longo — então o mais importante agora é manter contribuições contínuas até o parto, para não haver discussão sobre cobertura.
Qual é o teto do INSS em 2026 (contribuição e benefício)?
Em 2026, o teto do INSS (limite máximo do salário de contribuição e, em regra, também do valor mensal de benefícios previdenciários) é R$ 8.475,55.
O que isso significa na prática?
- Se seu pró-labore for maior que o teto, o INSS não calcula contribuição acima de R$ 8.475,55.
- O salário-maternidade, em regra, também não ultrapassa o teto.
Exemplo real: pró-labore de 3 salários mínimos
Em 2026, o salário mínimo é R$ 1.621,00.
Então:
- 3 salários mínimos = R$ 4.863,00 (R$ 1.621,00 × 3)
Como esse valor está abaixo do teto, a contribuição e o benefício tendem a “rodar” em cima desse patamar.
Quanto tende a ser o salário-maternidade?
Para sócia contribuinte via pró-labore, o cálculo costuma refletir a média das remunerações (salários de contribuição) registradas no período considerado pelo INSS. Mantendo o pró-labore em R$ 4.863,00 de forma constante, o benefício tende a ficar próximo desse valor (desde que as contribuições estejam corretamente lançadas no CNIS).
Dica de ouro: se você pretende engravidar em até 12 meses, o melhor caminho é evitar lacunas e manter o pró-labore e os recolhimentos consistentes. Isso reduz exigências de comprovação e acelera a concessão.
Qual é a duração do salário-maternidade?
A duração padrão é de 120 dias (4 meses) nos casos de:
- parto
- adoção/guarda para fins de adoção
- natimorto
E pode haver situações específicas, como:
- prorrogação em caso de internação da mãe e/ou do recém-nascido, em que o benefício pode ser pago durante o período de internação, além dos 120 dias, conforme orientações do INSS e legislação recente sobre o tema. (Serviços e Informações do Brasil)
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Se você é sócia de LTDA/SLU e vai planejar a gravidez:
- Manter pró-labore e INSS em dia (sem “buracos”).
- Conferir se as remunerações estão aparecendo no CNIS corretamente.
- Guardar documentos básicos: contrato social/alterações, comprovantes de pró-labore, guias/relatórios de recolhimento.
- Se houve período sem contribuição, planejar para que, no parto, você esteja com qualidade de segurada ativa.

