Reforma Tributária · CBS/IBS

Simulador da Reforma Tributária: compare IBS, CBS e regimes tributários

Compare a carga tributária atual com cenários de 2026 a 2033. Modo simplificado ou avançado com NCM/NBS, Fator R, segregação e comparação entre regimes.

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Modo de simulação

Perfil da operação

Regime tributário atual *
Tipo de operação *

Bases de cálculo

Parâmetros atuais

Parâmetros da Reforma Tributária

IBS total de referência: 18,00%

Classificação NCM/NBS na simulação avançada

No modo avançado, códigos NCM (mercadorias) e NBS (serviços) podem sugerir reduções de CBS/IBS e outros parâmetros editáveis. A busca usa prefixos configuráveis: quanto mais específico o prefixo cadastrado, maior a prioridade na sugestão. Quando não há correspondência, aplica-se tratamento padrão com aviso ao usuário.

Isso não substitui a classificação fiscal oficial nem o enquadramento em regimes específicos. Serve para cenários educativos e para demonstrar como mudanças de parâmetros alteram a projeção de 2026 a 2033.

Fator R, segregação e comparação entre regimes

O Fator R no Simples Nacional relaciona folha de pagamento e receita bruta acumulada (RBT12). Na simulação avançada, atividades sujeitas à regra podem migrar entre Anexo III e V conforme o percentual calculado. As tabelas dos anexos I a V seguem parâmetros estimados editáveis, alinhados à calculadora de Simples do Hub.

A segregação de receitas permite informar comércio, indústria e serviços em linhas separadas, aproximando empresas com operações mistas. Nesta versão, os segmentos compartilham os parâmetros gerais do formulário (alíquotas, reduções e créditos), exceto quando você informa anexo ou Fator R por linha. A comparação entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real mostra cargas estimadas no modelo atual e em 2033, opcionalmente incluindo IRPJ e CSLL de forma simplificada — sempre com linguagem de menor carga estimada nos parâmetros informados, nunca como recomendação de regime.

Tomador de crédito e formação de preço

Empresas que vendem para outras empresas podem precisar revisar o destaque de tributos e o crédito potencial do cliente. O bloco de impacto para o tomador estima esse efeito comercial de forma educativa. Já o simulador de preço de venda projeta quanto seria necessário repassar (total ou parcialmente) para manter margem, considerando a variação tributária simulada — sem capturar todos os efeitos contratuais e financeiros.

Para decisões de preço, regime e estrutura societária, a Carmelitas Contabilidade pode aprofundar cenários com dados reais da sua apuração fiscal.

O que é a Reforma Tributária do consumo

A Reforma Tributária sobre o consumo, materializada em grande parte pela Lei Complementar nº 214/2025, reorganiza tributos incidentes sobre bens e serviços no Brasil. Em vez de manter indefinidamente a multiplicidade de contribuições e impostos federais, estaduais e municipais com regras distintas, o novo desenho cria a CBS (esfera federal) e o IBS (compartilhado entre estados e municípios), com período de transição entre 2026 e 2033.

Para empresas, isso significa revisar não apenas quanto se paga de tributo, mas como se forma a carga ao longo do tempo: créditos, destaque em documentos fiscais, impacto em contratos e efeito na margem. O modelo atual combina PIS, Cofins, ICMS, ISS e, em alguns casos, IPI — cada um com regras, bases e obrigações acessórias próprias. A reforma busca simplificar a experiência do contribuinte e reduzir distorções, mas a transição exige planejamento.

Este simulador oferece uma visão educativa dessa transição com parâmetros que você pode editar. Ele não substitui a leitura da legislação nem parecer técnico, mas ajuda a enxergar tendências: se a carga tende a subir, cair ou permanecer estável em um cenário simplificado, ano a ano, até 2033.

O que muda com CBS e IBS

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substitui, na lógica do novo modelo, contribuições como PIS e Cofins em etapas. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) gradualmente assume o papel de ICMS e ISS em operações de consumo. Há ainda previsão de Imposto Seletivo para produtos específicos, não contemplado nesta simulação simplificada.

Na prática, a carga total pode subir, cair ou permanecer próxima do atual — depende do setor, do regime (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), do aproveitamento de créditos e das reduções aplicáveis a determinadas atividades previstas na LC 214/2025. Empresas que hoje têm pouco crédito de PIS/Cofins podem sentir mudança mais intensa; já negócios com cadeia longa de insumos tributados tendem a ser mais sensíveis ao desenho de créditos do IBS.

A Receita Federal publica orientações sobre a implementação da reforma; use-as como referência conceitual, mas valide números com seu contador, pois exceções, regulamentos complementares e atos infralegais continuam em evolução. Alíquotas de referência de CBS e IBS usadas aqui são editáveis exatamente porque o texto legal e os debates técnicos ainda podem ajustar percentuais e regras de transição.

Como funciona o período de transição (2026–2033)

2026 é o ano-teste: entram alíquotas simbólicas de CBS (0,90%) e IBS (0,10%), enquanto PIS, Cofins, ICMS e ISS seguem no modelo atual na simulação. A ferramenta considera compensação estimada dos tributos-teste contra PIS/Cofins no cálculo de impacto líquido daquele ano, com nota explicativa no resultado.

De 2027 a 2028, PIS e Cofins deixam de compor o modelo comparativo e a CBS passa a ser calculada pela alíquota de referência editável, com redução simulada de 0,10 ponto percentual em relação à referência. O IBS permanece em 0,10% nesse intervalo, e ICMS/ISS continuam em 100% das alíquotas informadas.

A partir de 2029, inicia-se a substituição progressiva: ICMS e ISS são reduzidos (90%, 80%, 70% e 60% em 2029–2032) enquanto o IBS sobe em fatias anuais (10% a 40% da referência). Em 2033, o modelo simplificado desta ferramenta considera IBS pleno, ICMS/ISS zerados e PIS/Cofins zerados, salvo parâmetros avançados que você definir (como manter IPI).

Por que a carga pode aumentar ou diminuir

Empresas com muitos créditos sobre insumos podem ter carga estável ou menor no novo modelo, desde que documentem corretamente as entradas e cumpram requisitos de creditamento. Já negócios com poucas entradas tributáveis, margens apertadas ou regimes simplificados podem sentir aumento relativo, especialmente se a alíquota efetiva de referência de CBS/IBS for superior à carga atual líquida.

O tipo de operação importa: prestadores de serviço costumam ter peso maior de ISS hoje; indústrias e comércio lidam com ICMS e, por vezes, IPI e substituição tributária. Operações mistas exigem calibragem fina que este simulador trata de forma agregada. Reduções de 30%, 60% ou 100% sobre CBS/IBS — previstas para alguns setores na reforma — podem ser testadas no formulário.

O simulador não prevê um único desfecho: ele mostra cenários com base nos números que você informar. Compare sempre mais de um conjunto de premissas (otimista, base e conservador) antes de tomar decisões comerciais ou contratuais de longo prazo.

Impacto nos créditos tributários

No Lucro Real, créditos de PIS/Cofins já fazem diferença hoje; no novo modelo, créditos de CBS/IBS tendem a ser centrais na formação da carga líquida. Você pode informar o percentual estimado de aproveitamento de créditos sobre a base de entradas — 100% é o default, mas cenários parciais são comuns quando há itens sem crédito, serviços tomados de pessoas físicas ou operações isentas.

Para Lucro Presumido, a simulação não credita PIS/Cofins por padrão, alinhada à lógica cumulativa usual. ICMS com crédito simplificado sobre entradas pode ser ativado em campo avançado para Lucro Real. Essas simplificações não reproduzem toda a complexidade das apurações estaduais.

Impacto no Simples Nacional

O Simples Nacional possui regras próprias de transição, ainda em detalhamento regulatório. Esta ferramenta usa apenas a alíquota efetiva informada como referência simplificada do DAS e exibe aviso dedicado quando esse regime é selecionado. Na projeção, o DAS simplificado convive com CBS/IBS nos anos de transição — o que é uma aproximação didática, não um espelho do que o Comitê Gestor do Simples ou a Receita definirão em regulamento.

MEIs e microempresas devem acompanhar comunicados oficiais sobre recolhimento, destaque em notas e eventuais ajustes de anexos. A escolha entre permanecer no Simples ou migrar para Lucro Presumido/Real pode ser reavaliada com base em simulações mais completas feitas com contador.

Impacto na formação de preço

Mesmo pequenas variações percentuais na carga efetiva podem exigir reprecificação, renegociação com fornecedores e revisão de propostas comerciais com cláusulas de reajuste tributário. Contratos de longo prazo, licitações e franquias são especialmente sensíveis. O gráfico e a tabela ano a ano desta ferramenta ajudam a visualizar o caminho, não apenas o ponto final em 2033.

Considere também o efeito sobre fluxo de caixa: tributos com maior peso de crédito podem alterar o timing de pagamentos. A simulação trabalha com valores mensais agregados; empresas sazonais devem testar meses de pico e vale.

Limitações do simulador

Este simulador não contempla Imposto Seletivo, regimes diferenciados, substituição tributária, Zona Franca de Manaus, monofásicos, regimes específicos de combustíveis, nem todas as exceções da LC 214/2025. Não calcula IRPJ/CSLL nem efeitos sobre folha. UF de origem e destino são informativas nesta versão e não alteram alíquotas automaticamente.

Os resultados são estimativas com parâmetros editáveis. Use o output como ponto de partida para uma análise aprofundada com profissional habilitado, especialmente antes de alterar preços, estrutura societária ou regime tributário.

Quando procurar uma análise contábil

Vale buscar apoio especializado quando sua empresa tem operações interestaduais complexas, benefícios fiscais, exportações, drawback, grande volume de créditos contestados ou quando a simulação indicar variação relevante de carga. A Carmelitas Contabilidade pode ajudar a refinar premissas, cruzar dados reais de apuração e avaliar cenários de migração de regime — com base na sua documentação fiscal, não apenas em médias de mercado.

Perguntas Frequentes

É uma ferramenta educativa que compara a carga tributária atual da sua empresa com cenários estimados de 2026 a 2033, considerando CBS, IBS e a redução gradual de PIS, COFINS, ICMS e ISS conforme parâmetros editáveis.
Não. Trata-se de uma simulação aproximada com parâmetros que você pode ajustar. Não substitui análise contábil, fiscal ou parecer técnico individualizado.
A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) são tributos previstos na Reforma Tributária do consumo, instituídos pela Lei Complementar nº 214/2025, que gradualmente substituem parte da carga atual sobre consumo.
2026 é o ano-teste: entram alíquotas simbólicas de CBS (0,90%) e IBS (0,10%), enquanto PIS, COFINS, ICMS e ISS seguem no modelo atual na simulação. CBS e IBS são tratados como valores de teste/compensação, não como substituição integral dos tributos atuais. A ferramenta considera compensação estimada dos tributos-teste contra PIS/COFINS.
Na simulação, PIS e COFINS deixam de compor o modelo comparativo a partir de 2027, alinhado ao início da transição plena da CBS. Na prática, regras setoriais e exceções podem alterar o calendário efetivo.
Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS são reduzidos progressivamente (90%, 80%, 70% e 60%) enquanto o IBS sobe em etapas (10% a 40% da referência). Em 2033, a simulação considera IBS pleno e ICMS/ISS zerados no modelo simplificado.
Sim, mas com regras próprias ainda em detalhamento. Esta ferramenta usa apenas a alíquota efetiva informada como referência simplificada. A análise real pode depender de anexo, faixa, Fator R, segregação de receitas e aproveitamento de créditos pelo adquirente.
Em linha geral, o modelo prevê mecanismo de crédito sobre entradas. A simulação permite informar o percentual estimado de aproveitamento de créditos, mas o resultado real depende do enquadramento, do tipo de operação e da documentação fiscal.
Sim. Você pode indicar o tipo de operação e ajustar ICMS, ISS e IPI conforme o perfil da empresa. Setores com regimes diferenciados, monofásicos ou reduções específicas exigem validação profissional.
Mudanças na carga tributária alteram custos, créditos e margens. Mesmo quando a carga total varia pouco, a composição dos tributos muda e pode exigir ajuste de preços, contratos e fluxo de caixa.
Não automaticamente nesta ferramenta. O código NCM pode sugerir reduções e parâmetros editáveis na simulação, mas a classificação fiscal e o enquadramento devem ser confirmados por análise profissional.
Sim, de forma estimativa. Ao informar um NBS e aplicar a sugestão, a ferramenta pode ajustar reduções de CBS/IBS conforme registros demonstrativos da configuração, sempre editáveis pelo usuário.
O Fator R compara a folha de pagamento dos últimos 12 meses com a RBT12. Na simulação avançada, se a atividade for sujeita ao Fator R e o índice for igual ou superior a 28%, usa-se o Anexo III; abaixo disso, o Anexo V.
No modo avançado, sim. A comparação mostra cargas estimadas no cenário atual e em 2033 para cada regime, indicando a menor carga estimada nos parâmetros informados — sem declarar um regime como melhor.
Apenas se você ativar a comparação ampliada no modo avançado. Por padrão, a Fase 1 foca em tributos sobre consumo. IRPJ e CSLL são estimativas simplificadas e não substituem apuração contábil.
São créditos tributários estimados sobre uma base informada, mesmo sem crédito documental completo na simulação. Servem para cenários educativos e dependem de regulamentação específica.
A alíquota final é reduzida pelo percentual informado: alíquota final = alíquota original × (1 − redução). Reduções podem vir do NCM/NBS, de tratamentos específicos ou de parâmetros manuais.
Depende das regras de transição e do tipo de operação. O modo avançado permite simular se o tomador aproveitaria crédito e qual seria o impacto comercial estimado.
Não. Trata-se de simulação educativa com parâmetros editáveis, sem caráter oficial. Para decisões, contratos e planejamento fiscal, busque análise individualizada com profissional habilitado.
Empresas com comércio, indústria e serviços podem ter alíquotas, anexos e créditos distintos. Segregar receitas aproxima a simulação da realidade operacional, embora ainda de forma simplificada.

Sua empresa pode precisar revisar preços, créditos e regime tributário

A Reforma Tributária pode alterar margens, créditos, formação de preços e a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. A Carmelitas Contabilidade pode ajudar sua empresa a simular cenários com mais precisão.

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